terça-feira, 14 de agosto de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Consumismo
“Mãe, eu quero. Você
compra?”
A frase do
título, que muitas vezes culmina em uma discussão, tem feito parte do dia a dia
da maioria das famílias brasileiras nos últimos tempos. Discutir os limites das
crianças frente ao que é apresentado nas televisões, via publicidade, é algo
que muitas vezes está além do alcance das mães, pais e até educadores. Não raro
vemos matérias, baseadas em pesquisas ou estudos psicológicos, que desvendam os
caminhos para a atuação, para não dizer manipulação e controle, sobre o público
infantil numa tentativa de reforçar o apelo de compra.
Contrariando
um caminho trilhado, há anos, por diversos países com democracias consolidadas,
como a Suécia, Alemanha, Austrália, Espanha (Catalunha), Chile, Estados Unidos,
Holanda, Nova Zelândia, Portugal e Reino Unido, o Brasil continua permitindo
que a publicidade seja direcionada ao público infantil. Mesmo que a criança e o
adolescente sejam considerados públicos prioritários pela Constituição
brasileira e reforçado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), eles continuam
sendo alvo das propagandas e do merchandising, instrumentos da publicidade,que
os utilizamcomo mecanismo de “fidelização” de um futuro consumidor e,
ultimamente, definidor de compras da família, numa estratégia de infantilizar o
adulto e dar uma ideia de maturidade às crianças, numa troca de
responsabilidades vil.
O que é
mais estranho é que todas essas ações, que são consideradas violações de
direitos, dão-se no espaço público do audiovisual, ou seja, nas rádios e
televisões, que são concessões públicas. Para ser mais clara, é de propriedade
do Estado o espectro eletromagnético que é temporariamente cedido a
determinadas empresas de comunicação. E como parte das regras desta concessão
está a atenção ao que já é estabelecida em lei, como informado no parágrafo
acima. Como afirma o mestre em Ciência Política, pela Universidade de São
Paulo, professor Guilherme Canela, “se o Estado (governo e sociedade) acorda
institucionalmente que esse recorte etário merece prioridade absoluta, à mídia
não é conferido nenhum salvo-conduto para se escusar de cumprir suas
responsabilidades, especialmente porque radiodifusores são operadores de
concessões públicas do Estado e da sociedade”.
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Ritmo, Som & poesia
Primavera nos dentes
(secos &
molhados)
Quem tem consciência pra se ter
coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste
Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera.
domingo, 15 de julho de 2012
SUSTENTABILIDADE
Desafio da contemporaneidade: Sustentabilidade e desenvolvimento no mundo
atual é possível? - Parte II.
"Muito
provavelmente não haja superação total do desafio que vivemos hoje, mas um
equilíbrio que alie produção e sustentabilidade, progresso e desenvolvimento,
natureza e o homem em uma relação harmônica será fator decisivo para as
gerações humanas futuras."
A sustentabilidade passa pela produção, mas somos
nós que compramos – ou seja, sustentamos - e utilizamos os produtos derivados
deste sistema predatório; somos nós que nos deixamos influenciar por tendências
da “moda” e queremos um produto novo mesmo que seja as expensas de mais
poluição, mais demanda de matéria-prima (por isso mais exploração do meio
ambiente), mais lixo - que agora conta com mais uma categoria, o “lixo
tecnológico”-, sem contar mais dívidas. Por outro lado, se hoje falamos das
atitudes ecologicamente corretas de consumo, temos de entender que fazer nossa
parte é fundamental, mas de maneira alguma isto é o suficiente. Uma revisão de
conceitos e soluções que sejam realmente postas em prática, e não transformem simplesmente em protocolo arquivado; discernir entre o que é útil e/ou
agradável; necessário ou supérfluo; modismo/interesse econômico ou iniciativa
sustentável é estritamente importante e inextricável quanta a promoção de
uma sociedade sustentável.
Neste contexto
basta ver o exemplo de São Paulo, nesta cidade criou-se um consenso, há pouco
tempo, que as sacolas plásticas são as vilãs do meio ambiente, as
arqui-inimigas do planeta e que a solução para preservação do meio ambiente,
então, é bani-las, extingui-las do nosso cotidiano. Não duvido dos males
causados – principalmente ao solo – pelas sacolas que demoram a se decompor,
engasgam animais marinhos e etc. O problema é que esta propaganda/campanha,
desregrada/direcionada - e levada a serio demais por uma camada de pseudoambientalistas - é
basicamente um engodo, uma piada de mau gosto, quando pensada de perto, devido
à forma que sua proposta é implementada. Basta olhar os impactos – termo este
bastante usado pelos “ambientalistas” – socioeconômicos causados pela medida,
se legitimada por Lei como acontece no Estado de São Paulo. Neste estado a
medida entrou em vigor no ano passado e trás consigo o critério
empresarial/capitalista: quem paga a conta é o mais fraco, ou seja, a única
opção do trabalhador é comprar a sacola - e veja bem, ele que
muitas vezes mal tem dinheiro para as compras que mantém a família.
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