domingo, 4 de dezembro de 2011

Brasil e políticas púbilcas

A "identidade" nacional...



 
 Imagem: http://wellblog-observador.blogspot.com/2009/12/o-brasil-esta-sendo-loteado-enquanto.html
     

E parece que a polêmica das cotas não chega ao fim, estava navegando pela pagina do G1 e vi a coluna da professora Yvone Maggie(clique aqui para ler). O texto nas entrelinhas criticas as cotas e para variar recebeu diversos comentários polêmicos. Transcrevo aqui minha opinião a respeito do texto e das cotas, ainda que superficialmente. Fiz algumas modificações, no comentário original, para a contextualização ficar mais inteligível.

      As asseverações da cisão/divisão da sociedade racialmente por causa desta politica de afirmação social; e que as cotas são a afirmação que o negro não teria condições de competir “em igualdade de direitos e condições”  (como disse alguns leitores que comentaram no referido site), só seriam factíveis se fossem validas as noções "identidade nacional brasileira" e “Democracia racial” – nos empurradas goela abaixo – que não temos preconceitos, que no Brasil não tem racismo. Validado isto, seria fácil desmantelar e rebater qualquer argumento favorável às cotas, simples e prático.
     Mas como tal asseveração, muito pelo contrário, pode ser facilmente refutada, temos um dilema, aliás, um conflito de interesses. Pode-se até debater com a colunista quanto ao não "cientificismo das raças", pois, somos todos humanos. A categoria raça está ligada a similitudes étnicas, culturais antropológicas, fenotípicas, que se desdobram em conceituações amarradas no espaço e no tempo e pela derivações dos aspectos políticos e sociais..  Entretanto, se a professora puder negar que o argumento “científico” serviu (e por vezes até continua a servir) para justificar a privação da liberdade e dignidade humana, com o simples argumento da cor ( diferenças físicas) e da "inferioridade"/diferença cultural, ficaria satisfeito.
     Nossa identidade cultural foi forjada num contexto de “aculturação” dos povos que formaram nosso país. Nos foi passado à imagem de um povo amalgamo e miscigenado com oportunidades e direitos iguais para todos (detalhe interessante é que se somos todos humanos como haver mistura/miscigenação? este dois conceitos partem do pressuposto que existem, pelo menos, duas "coisas" diferentes que se tornam uma). Esta falsa noção da "democracia racial", produz imagem e reflexo que nos força ao erro de acharmos que realmente a equidade reina na terra de Vera Cruz, quando na verdade acontece o oposto.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Meio ambiente




Desafio da contemporaneidade: Sustentabilidade e desenvolvimento no mundo atual é possível? - Parte I.



Produtos que satisfaçam as necessidades da população e não sejam apenas um atrativo – quase que obrigatório, com obsolescência cronometrada -; alie uma produção e tecnologia que não agrida a natureza e seja socialmente sustentável.
             

 É fácil notar que a cada dia as transformações no mundo ocorrem com mais velocidade: um suposto progresso é o objetivo, a tecnologia é o meio utilizado, novos produtos são seu motor e o ser humano seu condutor. Mas este itinerário passa pela poluição, degradação e destruição de grande parte do nosso planeta, chegando mesmo a comprometer seus ciclos vitais e por consequência a vida humana na terra. O homem passa pelo desafio – uma vez que esta depredação da natureza é inerente ao sistema de produção no qual estamos inseridos – de amenizar ou quebrar o desequilíbrio entre produzir e destruir.
            Quando do advento da Revolução Industrial – em meados do século XVIII - o homem conseguiu uma condição nunca vista antes no mundo. A dominação – quase completa - dos recursos naturais proporcionou a produção em larga escala e um crescimento nunca pensado antes: a diversidade de produtos, os meios de transporte coletivos, as telecomunicações, o manuseio das mais diversas matérias-primas, as inovações tecnológicas se tornaram o esplendor – num mundo em constante transformação – de um novo sistema que prezava  e primava não apenas a subsistência ou produção regional, mas uma produção sistematizada em termos universais - com a nova e sedenta ótica do lucro. Entretanto o que vei anexado a isto foram problemas socioeconômicos como, a marginalização de grande parte da população, crescimento desordenado das cidades e etc. além de uma destruição não menos sistemática e global do meio ambiente. Fábricas e indústrias expeliam de suas chaminés, sem nenhum tipo de controle, fumaças diversas; resíduos eram lançados nos rios e mares (como ainda o são); materiais que isolados eram inofensivos à natureza, agora, se tornam compostos industriais tóxicos que ameaçam e destroem o solo, água e ar. O composto CFC (clorofluorcarboneto)  por exemplo - de solução para os problemas de refrigeração -, junto com a fumaça das chaminés e a queima de combustíveis fósseis por motores a combustão, entre outros fatores, se tornaram os vilões do planeta, ao mesmo tempo em que eram defendidos como os sinais do progresso e desenvolvimento.