Exercício paradoxal
A crítica pela crítica se não tiver o teor
de questionamento filosófico em sua essência sempre fica aquém da realidade.
Sempre digo, e ultimamente tenho repetido exaustivamente que o PT merece
críticas extremas.
Mas esquecer quem são os principais
norteadores da atual "crítica" aos governos do partido dos
trabalhadores é um ato de indigência política e para alguns um exercício
paradoxal dos mais complexos.
Achar que a mídia: protege o partido de
Lula; dissimula sem intenção os discursos da mandatária/candidata
do país; que falsifica pesquisas para beneficiar sua reeleição; que não
tem um(a) candidato preferido; não prefere o sistema neoliberal “puro sangue”;
que é contra ascensão da classe pobre, de maioria negra; não entende que a
elite brasileira quer viver na Europa. É um tanto ingênuo ou maldoso.
Alguns eleitores e comentadores de última
hora confundem tudo, desde manipulação midiática até a teoria reversa da
conspiração. Muita calma nessa hora! Não podemos esquecer a história política
do país e as artimanhas já usadas por estes mesmo atores do setor de
comunicação.
Não perceber os contrassensos de alguns
candidatos é ignorância sobre a política econômica e a história recente do
país. Estamos falando do futuro da população. Sejamos responsáveis, não se
trata apenas de brigas de "pequenos burgueses" pelo facebook.
