domingo, 16 de novembro de 2014

Machismo

A rapariga, o cavaleiro e a Santa Cruz.


"Era uma tarde fagueira, como outra qualquer no reino de Santa Cruz, o calor desconfortável se explicava pelas nuvens plúmbicas que majoravam a umidade como de costume. Ainda assim, a temática da palestra era importante, vamos tê-la.
Infelizmente, para a surpresa de todos, a cena principal não se fez com os ministrantes, mas o episódio senhoras e senhores, é verdade, tenho o desprazer de narrar:
Senhorita negra, trajada com turbante, foi rispidamente segurada pelo braço, por um senhor que se disse professor. Logo depois recebe a afirmativa que:
- És “linda”...
Ainda estupefata pelo gesto arrogante e agressivo, recebe outra intenta:
-Está aqui meu cartão.
A mãe da rapariga, que está no mesmo recinto, adverte o “potentado”:
- Estou aqui! - Ele não titubeia.
- Tome também o meu cartão.
O CAVALEIRO “galanteador” se regozija e prossegue sua jornada, entendendo como é costumeiro da sociedade que a mulher é para ser ‘cuidada’, e a mulher negra, ainda mais, precisa de um bem-feitor que lhe dê amor. "
- Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...ou não!-
***
O que significa este gesto?
Este episódio aconteceu no século XXI?
Quem é esse que não respeita uma mãe?
Que século estamos? Quem são estes CAVALEIROS? - que ignoram a mulher como cidadã e dona de si.
E esse cartão? O que ele quis dizer?
Talvez seria normal se não houvesse uma estrutura de poder coercitiva patriarcal e machista. E como não é o caso, como fica o poder institucionalizado professor/aluna?
...é o cabelo, é o turbante? A altives e identidade?
O quê são ou QUEM as mulheres? São produtos que devemos pegar pelo braço e etiquetar com um cartão? São um produto?
Já é hora de valorizar a nossas mães, irmãs, namoradas, amigas, amantes... todas as MULHERES de nossa vida!

domingo, 2 de novembro de 2014

Racismo

A ignorância ou preguiça conveniente 


O pensamento indigente e alienado sobre o racismo no Brasil, não é apenas falta de conhecimento, é uma zona de conforto onde a maioria dos que dizem não ter preconceito residem e não querem sair ou ultrapassar. É a ignorância ou preguiça conveniente de quem quer manter privilégios. É fácil notar, pois mesmo com todos os dados escancarados que demostram a desigualdade seja de oportunidades ou de equiparação social (status), econômica (salários) e política (participação), continuam a repetir o discurso dissimulado e cínico do mito da “democracia racial”.

domingo, 12 de outubro de 2014


Educação é privilégio!






         Um amigo me sugeriu uma análise dos dados da tabela acima.
      Digo que encaro sem surpresa e sem espanto. Se formos olhar o retrospecto histórico da educação no Brasil veremos que ela é um privilégio, e como tal, na medida direta em que vai se especializando maior é a dificuldade para a progressão das classes menos favorecidas. Neste sentido, é notório a ojeriza também direta em relação ao PT (e a esquerda em geral) na proporção da situação financeira dos indivíduos – historicamente que ganha mais vota na direita.
        A diferença se acentua, sem surpresa, no ensino superior. É talvez aí o ponto de pressão mais perceptível da pesquisa (positiva ou negativamente, para que vai endossa-la ou refuta-la).
       A universidade é um privilégio, pública então muito mais. Mesmo com a expansão promovida pelos governos do Partido dos Trabalhadores, tanto na rede pública quanto na privada (criação de universidades e FIES por exemplo) notoriamente o panorama das universidades é elitista. O ensino superior no Brasil surge como solução para falta de médicos e não por isso exatamente, surge quando da vinda da Coroa Portuguesa em 1808, ou seja, para atender uma demanda específica de uma determinada classe.
        Em todo o século XX esta situação não mudou de quadro, muito pelo contrário, apenas fortaleceu os mecanismos de dominação de uma pequena parcela da sociedade sobre a grande maioria.            Hoje ainda não é diferente, apesar de termos uma reconfiguração em curso, seja pela expansão e/ou pela política de cotas (sejam raciais ou sociais) no ensino superior. No entanto os resultados ainda estão por vir e é nítido que os privilegiados não querem perder seu quinhão.
         Não tenho dados de pesquisa de outras eleições sobre este tema, mas arrisco dizer que o número de votantes no PT, que tem ensino superior, deve ter aumentado. E ainda, no sentido que discorri acima, esta pesquisa para ser realmente informativa e elucidativa deveria estar cruzando dados com a perspectiva de renda dos indivíduos. Mas esperar isso do G1 já é demais...rs
       Sobre a pesquisa, não sei qual metodologia foi usada, mas ela traz de forma alegórica e tendenciosa (como é de feitio global) uma “média”, para demonstrar a superioridade numérica do candidato tucano. É público e notório que o número de pessoas que não cursam o ensino superior no Brasil é infinitamente maior do que os que estão na graduação. Desta forma há uma inflação da realidade favoravelmente ao ex-governador mineiro.

sábado, 4 de outubro de 2014

Política e eleição

Melhor Que Números

         
         É triste ver alguns colegas, até mesmo da época da escola que vivemos com dificuldades, com ideias reacionárias, mesquinhas e pequenas em relação à política do país. Principalmente, e não apenas, pelo ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento do país que presenciaram e se beneficiaram, mas, e muito mais pela falta de informação; preguiça de se informar corretamente; pela credulidade ingênua de informações tendenciosas; ou ainda pela má fé em seus posicionamentos. A discordância deve ser respeitada e é essencial em uma sociedade democrática, mas a negação pela negação é preocupante, assim como a desinformação e divulgação irresponsável de factoides.
       Acho que um exercício interessante seria parar, olhar para si e para o lado e ver a situação em que está e a que o país se encontra hoje. Depois se informar sobre o que é política de Estado e política de governo. Entender que muitas são as obrigações da administração pública (neste caso diretamente o poder executivo) guardadas pela nossa constituição e demais legislações infraconstitucionais. Entender sim, que nenhuma ação do Estado/governo deixa de ser uma obrigação, até por que o agente público só faz aquilo a lei lhe permite (política de Estado). No entanto, prioridades são elencadas de governo para governo; o gerenciamento de crises financeiras (nacional ou internacional) da mesma forma; endurecimento no combate a corrupção também. Assim as obrigações, postas em nossa Constituição, que não são expressamente regulamentadas, são norteadas pelas ideias e programas do partido que está no PODER.

sábado, 27 de setembro de 2014

Eleição

 Exercício paradoxal 



             A crítica pela crítica se não tiver o teor de questionamento filosófico em sua essência sempre fica aquém da realidade. Sempre digo, e ultimamente tenho repetido exaustivamente que o PT merece críticas extremas.
Mas esquecer quem são os principais norteadores da atual "crítica" aos governos do partido dos trabalhadores é um ato de indigência política e para alguns um exercício paradoxal dos mais complexos.
Achar que a mídia: protege o partido de Lula; dissimula sem intenção os discursos da mandatária/candidata do país; que falsifica pesquisas para beneficiar sua reeleição; que não tem um(a) candidato preferido; não prefere o sistema neoliberal “puro sangue”; que é contra ascensão da classe pobre, de maioria negra; não entende que a elite brasileira quer viver na Europa. É um tanto ingênuo ou maldoso.
Alguns eleitores e comentadores de última hora confundem tudo, desde manipulação midiática até a teoria reversa da conspiração. Muita calma nessa hora! Não podemos esquecer a história política do país e as artimanhas já usadas por estes mesmo atores do setor de comunicação. 
Não perceber os contrassensos de alguns candidatos é ignorância sobre a política econômica e a história recente do país. Estamos falando do futuro da população. Sejamos responsáveis, não se trata apenas de brigas de "pequenos burgueses" pelo facebook.

domingo, 31 de agosto de 2014

Eleição

O voto útil, estamos no Big brother?
Fonte:https://www.facebook.com/vitortegom/photos/a.232922050183626.1073741828.232492200226611/438676949608134/?type=1&theater

A analogia se justifica não pela trajetória histórica do reality show e/ou campanhas políticas, mas pelo apelo anti-petista e personalista esvaziado do componente crítico, influenciado por uma boa parcela da mídia nativa.
Não penso, não digo que o PT não mereça críticas, muito pelo contrário. Mas comparar a perspectiva de mudanças da trajetória da vitória de 2002, mesmo com as mudanças programáticas que o PT já apontava na época, com a eleição de agora é um pouco sem sentido e anacrônico. O posicionamento político é importante tanto para negar ou para afirmar algo. Mas, não sei até onde tenha utilidade a falta de reconhecimento da realidade social que o país atravessa hoje: temos avanços e estes são frutos de posicionamentos políticos, desde as políticas de redistribuição de renda até um arrefecimento na ordem neoliberal.
Concordo ampla e plenamente que a alienação é dos principais componentes da política, não apenas aqui no Brasil, mas em qualquer país do mundo. De outra forma, por mais que haja a percepção que a “vida” melhorou, existe um ideário onde imperam apenas críticas e que todas as mazelas que existem no Brasil foram iniciadas em 2002.

Conscientização é necessária, ou pelo menos o mínimo de cuidado nas escolhas. Partir como manada em uma direção a esmo é de todas as formas complicado (por vezes acontece mesmo com os militantes “iluminados” ditos de “esquerda"). Acredito que precisamos de transformações urgentes, no entanto, neste caso, diferente de 2002, existe um sentimento retrógrado e revanchista que está encravado neste discurso de “mudança”. Este discurso na verdade esconde e dissimula uma política "neoliberal puro sangue" que tantos prejuízos trouxe para o Brasil nos anos 90 e hoje assola a Europa.

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Movimento Negro

Movimento Negro, Cabelos Crespos e a mídia brasileira – parte 2.

A lógica midiática, oportunista e dissimuladamente racista em sua estrutura, tem como resultado por um lado o sujeito negro emulando a estética apresentada na televisão (cabelos, vestimentas, gírias e etc.). Mas por outro, não apresenta negros (com estes atributos estéticos) em posições de destaque seja em sua programação geral e/ou nas tramas dramatúrgicas – com exceção de ser como o vilão/assaltante/favelado e como a empregada/domestica que é “quase da família”.
São décadas de denúncias a respeito dos insistentes, constantes e repetidos personagens com posições subalternas e/ou marginais nas tramas das novelas. Ainda assim, pouquíssimas são as mudanças neste cenário.
    A referenciação quanto a “bons exemplos” poderia – mesmo que superficialmente, já que funciona em termos estéticos – abrir concorrência ao mundo do crime, bem como alargar os horizontes para a educação. Nesta perspectiva, para os jovens, ver negros como protagonistas com profissões alçadas pela escola/educação (professores, advogados, médicos, engenheiros e etc.) e não apenas jogadores de futebol ou modelos – nada essencialmente contra estes profissionais – seria importante tanto para resistir ao assédio do crime, como ao desinteresse pelos estudos. 
Esta sempre foi uma demanda importante e agora, com esta geração cada vez mais imagética, se torna ainda mais primordial. Alguns podem dizer que tal demanda não representaria a realidade social, argumento totalmente impróprio. Existem negros em posição de destaque em nossa sociedade, infelizmente graças a nossa estrutura, em menor proporção e com salários mais baixos que os brancos, mas existem. E só não existem mais, pelo nosso racismo estrutural. Em contrapartida, desde quando as peças novelescas globais estão atreladas a realidade? Encontrar verossimilhança nas novelas é um trabalho de garimpo, nos dias atuais, em serra pelada.
Vivenciamos a tergiversação dessa e de outras demandas há muito elencadas pelo movimento negro em relação a mídia, principalmente a televisiva. Ao mesmo tempo, consoante com isso, o que acontece é o fortalecimento cada vez maior dos estereótipos raciais a exemplo do recém lançado programa "sexo e as nega".(Continue lendo...)

domingo, 10 de agosto de 2014

Movimento Negro

Movimento Negro, Cabelos crespos e a mídia brasileira - Parte I.


Foi e é árdua a luta dos movimentos negros pelos direitos de cidadania e identidade, colocando-se nessa última o pacote de suas orientações religiosas/religiosidade até a aceitação da estética negra como sinônimo, também, de beleza.
Caso interessante perpassa atualmente pela estética negra. Nos últimos anos a afirmação dos cabelos crespos, encaracolados ou black powers vem crescendo vertiginosamente, em proporção direta ao número de artistas que agora ostenta a cabeleira “natural”. É preciso ressaltar que esta é uma luta de anos do movimento negro, mas que só foi abarcada pela população graças a mídia televisiva.
Dos poderes imperativos que conformam a mídia brasileira (principalmente o canal do "plim plim") alguns perderam força, outros no entanto se robusteceram ainda mais pela ótica multiculturalista, a dizer principalmente no que tange as tendências da moda. 
Para muitos a influência da mídia na vida das pessoas é quase inócua e que as superfinanciadas novelas nada tem a ver com a população e suas predileções seja politicas, identitárias e etc. Sem querer entrar no maniqueísmo de sua função social, vemos e sentimos no dia-a-dia as reverberações das novelas que atualmente ocupam praticamente a grade de programação inteira da emissora com maior audiência do país.
A assunção dos cabelos crespos principalmente no caso das mulheres, parcela que mais diretamente é pressionada pela padronização caucasiana do corpo, é um ato de empoderamento que em todos os casos deve ser celebrado.

Entretanto, além obviamente de ser um fenômeno interessante, principalmente, para os negros, também demonstra a força tanto de assimilação quanto de manipulação da mídia “tradicional” em relação as demandas da sociedade. É notório que este fenômeno se popularizou a partir do surgimento na televisão de sujeitos empoderados ou não com os “cabelos assumidos”.
Explico mais uma vez que não é uma orientação que surgiu do nada, como disse acima, o Movimento Negro (e também de mulheres) lutou e luta pela aceitação de sua "liberdade estética" pela sociedade. Neste caso o que é temerário é cooptação da demanda histórica, que na verdade sempre teve um caráter no mínimo triplo, seja o propriamente estético, mas também, e da mesma forma importante, cultural e político. 
No viés que se manifesta os “cachos”, em grande parte dos casos, privilegia-se apenas o lado estético, que é de todas as formas importante, mas não suficiente. É necessário o fortalecimento multidimensional da identidade negra numa ótica de reconhecimento do sujeito negro e a contestação da concretude de subordinação que ainda se mantém, e em outros aspecto, como pensa Frantz Fanon, da liberdade de escolha e opções estéticas/politicas enquanto ser humano.  

Num país onde impera um racismo estrutural e tácito, é importante o posicionamento estético dos negros, mas também é necessária a politização e conscientização do cenário racista em que estamos inseridos. Não podemos nos afundar ainda mais nas garras dos simulacros de identidade que transfiguram uma demanda legítima em apenas mais um item de consumo. O vínculo com a realidade deve ser peça viva em detrimento do que Baudrillard vai chamar de hiper-realidade (simulacros de simulacros onde a ação não mais tem a ver com o sujeito ou objeto em si, é apenas encenação vazia). Um perigo concreto que vivemos, ainda mais com a cooptação de pautas de movimentos sociais, sejam clássicos ou novos. 

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Racismo


NÃO somos macacos!



É triste constatar a falta de reflexão das pessoas. Seguem em manada atrás de mantras eletrônicos sem perceber a verdadeira dissimulação das palavras que se tornam cicerones de suas ações. 


Mais lamentável ainda é a indignação afetada de indivíduos que fazem parte de um sistema de telecomunicações, racista em toda a sua estrutura e programação, manifestarem sua opinião seletiva. Esta mesma indignação devia ser exasperada quando foram impetradas as ações contra as COTAS, ou para fortalecer luta contra o Genocídio da Juventude Negra. Mas não, por aqui, para estes indivíduos reina a “Democracia Racial”. 

Foi interessante ver a atitude e "presença de espirito" do Daniel Alves. 

Entretanto, triste ver símbolos tão combatidos pelo movimento negro durante todo o século XX, serem revividos de forma tão caquética, numa logica de protesto rarefeito em seu verdadeiro caráter de denúncia e luta por igualdade.

Deprimente, ainda, é a probabilidade de termos intelectuais que defenderão a infame campanha.

Reflexão é essencial para uma opinião crítica, e não apenas uma câmera não mão e uma Hashtag.

"Não existe neutralidade possível: o intelectual deve optar entre o compromisso com os exploradores ou com os explorados”.(Florestan Fernandes)

domingo, 30 de março de 2014

Movimento estudantil



A “POVOTORIA”

Márcio Coelho*
             O movimento não saiu da torre, entrou para sua história.

O Estado Democrático de Direito tem entre suas premissas básicas a cidadania transpassada pela livre atuação política. Neste contexto, diferente de tempos atrás, política e cidadania se insere e se discute sim.
 A consolidação da Democracia, e, por conseguinte dos direitos civis, políticos e sociais para todos(as), ou seja a cidadania, é cada vez mais é posta em cheque. Exemplo disso é a necessidade urgente de reconfiguração das Universidades Públicas, para que possam, entre outras demandas, catalisar os avanços promovidos pelas políticas de reserva de vagas no ensino superior.
A atual lógica de inserção/inclusão dos pobres, índios e negros  nas universidades trás consigo uma nova complexidade cultural e social, que só pode ser absorvida, entendida e atendida pelas instituições através de reformulações estruturais, análises socioeconômicas e políticas sociais efetivas.
É nesta perspectiva que uma política de ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL – que surge de uma das dimensões da cidadania, dos direitos sociais para ser mais exato – se torna tão importante para a eficácia e eficiência das medidas de inclusão dos grupos que em outros tempos não faziam parte do reino da intelectualidade.
A permanência dos “hipossuficientes financeiramente”, nomenclatura rica e sofisticada para apontar os pobres, só pode ser concretizada através de uma série de ações complementares e intersetoriais - que acontecem precariamente ou não acontecem na Universidade Estadual de Santa Cruz. É neste viés que o exercício da cidadania e a mobilização política são necessários, para que haja a devida pressão e assim se expresse claramente a urgência de ações que garantam o direito à Educação.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Burguesia

O cheiro da burguesia



A burguesia, já disse o poeta burguês, fede. 

E nos dias atuais exala, expandi e pulveriza seu odor rancoroso de segregação, racista e fascista. 

Ela é politicamente inapta, economicamente dependente e sem ideias, intelectualmente burra e colonizada. 

Está parcela atrasada, atravanca e aliena o Brasil e os brasileiros há anos. Não consegue enxergar um palmo a frente do nariz empinado - em vários casos graças as cirurgias.

Não aceita que o país seja formado por uma maioria de negros, e por isso se engana e tenta manipular a população baseando-se num Eurocentrismo retrogrado ou “norteamericocentrismo” falido.

De forma absurda, não aceita os aspectos culturais e étnicos da população brasileira - vide novelas, telejornais, series e etc.

Esta mesma elite – ela se acha liberal ou neoliberal - tem medo da concorrência, só não se sabe o porquê.

500 anos de privilégios não foram suficientes?

Na verdade a elite burguesa não apenas fede. Ela cheira, fuma, bebe, come e faz merda.

A diferença é que as outras classes não podem fazer as mesmas coisas/atitudes.


Aí é coisa de marginal e de pobre - gritam e querem justiça!

Os “playboys” e “patricinhas” que também financiam o crime estão soltos.

Mas caso sejam presos, seus pais lá estarão munidos com os advogados, dinheiro da fiança e/ou mesmo suborno - ainda que este seja simbólico pela pressão da posição social.

A burguesia, já disse o poeta, fede. E nos dias atuais exala, expandi e pulveriza seu odor rancoroso de segregação, racista e fascista.

Dialética, e sim, dialogismo sempre!