Márcio Coelho*
O
movimento não saiu da torre, entrou para sua história.
O Estado Democrático de Direito tem entre suas premissas básicas a cidadania
transpassada pela livre atuação política. Neste contexto, diferente de tempos
atrás, política e cidadania se insere e se discute sim.
A consolidação
da Democracia, e, por conseguinte dos direitos civis, políticos e sociais para
todos(as), ou seja a cidadania, é cada vez mais é posta em cheque. Exemplo
disso é a necessidade urgente de reconfiguração das Universidades
Públicas, para que possam, entre outras demandas, catalisar os avanços promovidos pelas políticas de reserva de vagas no ensino superior.
A atual lógica de inserção/inclusão dos pobres, índios e negros nas universidades trás consigo uma nova complexidade cultural e social, que só pode ser absorvida, entendida e atendida pelas instituições através de reformulações estruturais, análises socioeconômicas e políticas
sociais efetivas.
É nesta perspectiva que uma política de ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL – que surge de uma das dimensões
da cidadania, dos direitos sociais para ser mais exato – se torna tão
importante para a eficácia e eficiência das medidas de inclusão dos grupos que em outros
tempos não faziam parte do reino da
intelectualidade.
A permanência dos “hipossuficientes
financeiramente”, nomenclatura rica e sofisticada para apontar os pobres, só pode
ser concretizada através de uma série de ações complementares e intersetoriais
- que acontecem precariamente ou não acontecem na Universidade Estadual de Santa Cruz. É neste viés que o
exercício da cidadania e a mobilização política são necessários, para que haja
a devida pressão e assim se expresse claramente a urgência de ações que
garantam o direito à Educação.
