quarta-feira, 22 de abril de 2015

Política

Sobre a PL 4330, o  bode expiatório e a face de madeira...
“Beberemos
Nesta água nicodemos
Oremos
Pois vamos suar veneno”



Sinceramente aguardo ansioso para ver qual vai ser a desculpa “reboltiva”; teórica; politica; teórica política; de governabilidade (é para rir); de “é menos pior assim”(gargalhemos), “essa mídia é golpista” ...que essa galera cara de pau do PT e da base aliada vai dar para um NÃO VETO, ou para um Veto Parcial da PRESIDENTA caso a PL 4330 passe pelo senado.

A tentativa frustrada de implementação de um “Estado de bem-estar social” com as bases assentadas numa política de conciliação - aliás, tentando conciliar o inconciliável – e principalmente concretizada sobre velhas práticas políticas, de corrupção inclusive, mostrou seu limite e tem que chegar ao fim. Caso contrário não apenas o PT vai pela bancarrota, mas toda a perspectiva de esquerda ficará ainda mais desacreditada.

E não adianta vir mostrar que os deputados de tal partido votaram contra ou a favor. Existe erros e culpas sim! O congresso é conservador e o bode expiatório é o PMDB. Mas existe toda um conjunto de pseudo-expiações covardes para um projeto que acumula a todo dia mais massa falida, e, diga-se de passagem, nunca foi emancipador.

Já ouço os clicks nas páginas do IBGE e do IPEA para demonstrar como foram tiradas pessoas da pobreza e miséria, fantástico! Principalmente para sociais-democratas. Mas é fácil demonstrar as contradições, dos caminhantes, governos do PT. A política neoliberal nunca foi abandonada – tolerável até então pois não se mexia nos direitos dos trabalhadores -; Concessões...privatização com tempo determinado; precarização da educação – a quantidade é verdadeira, mas a qualidade nunca foi prioridade – Mercado financeiro e a liberdade cambial; a farra dos financiamentos para o agronegócio  e etc e etc.

Espero, mais uma vez, sinceramente que haja uma derrota política numa volta da PL para o congresso. A sanção mesmo que parcial – como se desenha – é uma derrota que terá repercussão histórica para os trabalhadores brasileiros.


"Oremos
Pois vamos suar veneno”

domingo, 19 de abril de 2015

Movimento Estudantil

Movimento Estudantil...Sobre Política, dialogo, responsabilidade e respeito.


O problema de se tentar entender a política no movimento estudantil é querer enxerga-la como formas de truísmos. A realidade do movimento - por mais que se tenham afinidades ideológicas - é que existe divisão quanto a implementação das medidas e o processo de “mudança”. Os projetos,sua implementação e operacionalização, em si são diferentes.
É por isso que existe disputa de chapas - disputa de projetos. 
Caso contrário existiria chapa única e todo mundo viveria feliz para sempre.
No entanto as eleições para os DCE’s (aqui em especial da UESC) evidenciam de maneira contundente a multiplicidade de projetos para a política intra-estudantil, que em superficial analise, felizmente ou infelizmente, sempre reproduz, condiz e/ou confluem com organizações partidárias “profissionais”. Sinceramente nada contra.
E nisso se encontra um problema crucial. De nada adianta o discurso que todos devemos ajudar e construir o DCE e blábláblá. 
A principal responsabilidade é de quem assumiu a gestão!
Seria muito interessante a presidenta (Dilma) ficar resmungando que a oposição deve simplesmente ajudar na crise, pois somos todos brasileiros. O microcosmo da universidade reflete diametralmente a realidade do país.
Atenção! Projeto diferente posicionamentos diferentes, esta é a democracia.
Entendo que é extremamente importante (e responsável) não fazer oposição por oposição, acredito que a crítica deve ser um juízo de valor fundamentado.
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Neste sentido as críticas, pelas disparidades no projeto apresentado na campanha e no fazer político devem ser respeitadas (claro que sempre na perspectiva de garantia de direitos e melhorias).
É de extrema relevância o sentido pragmático de se entender a responsabilidade da implementação do projeto proposto na campanha eleitoral, compreendendo inclusive a necessidade democrática de uma oposição.
O discurso consensual deve ser mantido (no caso da esquerda) – pelo menos para aquele que defendem realmente uma mudança/melhora – para os pontos reivindicação globais que são: moradia estudantil, creche, bolsas, transporte, melhoria da estrutura e etc.
Significativamente esperar que a pluralidade de projetos seja silenciada pela eleição de uma chapa, é simplório, inocente e mesmo ignorante em relação à política e/ou cínico.
Respeito a oposição (que não seja golpista) deve ser horizonte claro para qualquer gestão democrática.
Paremos com o mimimi de que “esse pessoal só quer fazer picunhinha”, “todo mundo tem que ajudar”; “quem constrói a entidade é todo mundo” e etc.
Quem assumiu tem que preparar-se para o bônus e o ônus de estar Gestão. 
Um dos bônus é ter a possibilidade de implementar suas propostas. Um dos ônus é escutar as críticas, pois ninguém agrada todo mundo.
Mas na verdade a relação deve ser dialética e dialógica com a comunidade estudantil. Propor, entender e absorver, e mais uma vez se voltar para as demandas estudantis.

E por isso é necessário respeito para os que NÃO confluem para o "projeto" implementado, assim como o VERSO deve ser verdadeiro.


"E viveram felizes e infelizes para sempre..."