O voto útil, estamos no Big brother?
Fonte:https://www.facebook.com/vitortegom/photos/a.232922050183626.1073741828.232492200226611/438676949608134/?type=1&theater
A analogia se justifica não pela trajetória
histórica do reality show e/ou campanhas políticas, mas pelo apelo anti-petista
e personalista esvaziado do componente crítico, influenciado por uma boa
parcela da mídia nativa.
Não penso, não digo que o PT não mereça
críticas, muito pelo contrário. Mas comparar a perspectiva de mudanças da
trajetória da vitória de 2002, mesmo com as mudanças programáticas que o PT já
apontava na época, com a eleição de agora é um pouco sem sentido e anacrônico. O
posicionamento político é importante tanto para negar ou para afirmar algo. Mas, não sei até onde tenha utilidade a falta de reconhecimento da realidade social
que o país atravessa hoje: temos avanços e estes são frutos de posicionamentos políticos,
desde as políticas de redistribuição de renda até um arrefecimento na ordem
neoliberal.
Concordo ampla e plenamente que a alienação é
dos principais componentes da política, não apenas aqui no Brasil, mas em
qualquer país do mundo. De outra forma, por mais que haja a percepção que a
“vida” melhorou, existe um ideário onde imperam apenas críticas e que todas as
mazelas que existem no Brasil foram iniciadas em 2002.
Conscientização é necessária, ou pelo menos o
mínimo de cuidado nas escolhas. Partir como manada em uma direção a esmo é de
todas as formas complicado (por vezes acontece mesmo com os militantes “iluminados”
ditos de “esquerda"). Acredito que precisamos de transformações urgentes, no
entanto, neste caso, diferente de 2002, existe um sentimento retrógrado e revanchista
que está encravado neste discurso de “mudança”. Este discurso na verdade
esconde e dissimula uma política "neoliberal puro sangue" que tantos
prejuízos trouxe para o Brasil nos anos 90 e hoje assola a Europa.
