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domingo, 19 de abril de 2015

Movimento Estudantil

Movimento Estudantil...Sobre Política, dialogo, responsabilidade e respeito.


O problema de se tentar entender a política no movimento estudantil é querer enxerga-la como formas de truísmos. A realidade do movimento - por mais que se tenham afinidades ideológicas - é que existe divisão quanto a implementação das medidas e o processo de “mudança”. Os projetos,sua implementação e operacionalização, em si são diferentes.
É por isso que existe disputa de chapas - disputa de projetos. 
Caso contrário existiria chapa única e todo mundo viveria feliz para sempre.
No entanto as eleições para os DCE’s (aqui em especial da UESC) evidenciam de maneira contundente a multiplicidade de projetos para a política intra-estudantil, que em superficial analise, felizmente ou infelizmente, sempre reproduz, condiz e/ou confluem com organizações partidárias “profissionais”. Sinceramente nada contra.
E nisso se encontra um problema crucial. De nada adianta o discurso que todos devemos ajudar e construir o DCE e blábláblá. 
A principal responsabilidade é de quem assumiu a gestão!
Seria muito interessante a presidenta (Dilma) ficar resmungando que a oposição deve simplesmente ajudar na crise, pois somos todos brasileiros. O microcosmo da universidade reflete diametralmente a realidade do país.
Atenção! Projeto diferente posicionamentos diferentes, esta é a democracia.
Entendo que é extremamente importante (e responsável) não fazer oposição por oposição, acredito que a crítica deve ser um juízo de valor fundamentado.
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Neste sentido as críticas, pelas disparidades no projeto apresentado na campanha e no fazer político devem ser respeitadas (claro que sempre na perspectiva de garantia de direitos e melhorias).
É de extrema relevância o sentido pragmático de se entender a responsabilidade da implementação do projeto proposto na campanha eleitoral, compreendendo inclusive a necessidade democrática de uma oposição.
O discurso consensual deve ser mantido (no caso da esquerda) – pelo menos para aquele que defendem realmente uma mudança/melhora – para os pontos reivindicação globais que são: moradia estudantil, creche, bolsas, transporte, melhoria da estrutura e etc.
Significativamente esperar que a pluralidade de projetos seja silenciada pela eleição de uma chapa, é simplório, inocente e mesmo ignorante em relação à política e/ou cínico.
Respeito a oposição (que não seja golpista) deve ser horizonte claro para qualquer gestão democrática.
Paremos com o mimimi de que “esse pessoal só quer fazer picunhinha”, “todo mundo tem que ajudar”; “quem constrói a entidade é todo mundo” e etc.
Quem assumiu tem que preparar-se para o bônus e o ônus de estar Gestão. 
Um dos bônus é ter a possibilidade de implementar suas propostas. Um dos ônus é escutar as críticas, pois ninguém agrada todo mundo.
Mas na verdade a relação deve ser dialética e dialógica com a comunidade estudantil. Propor, entender e absorver, e mais uma vez se voltar para as demandas estudantis.

E por isso é necessário respeito para os que NÃO confluem para o "projeto" implementado, assim como o VERSO deve ser verdadeiro.


"E viveram felizes e infelizes para sempre..."

domingo, 12 de outubro de 2014


Educação é privilégio!






         Um amigo me sugeriu uma análise dos dados da tabela acima.
      Digo que encaro sem surpresa e sem espanto. Se formos olhar o retrospecto histórico da educação no Brasil veremos que ela é um privilégio, e como tal, na medida direta em que vai se especializando maior é a dificuldade para a progressão das classes menos favorecidas. Neste sentido, é notório a ojeriza também direta em relação ao PT (e a esquerda em geral) na proporção da situação financeira dos indivíduos – historicamente que ganha mais vota na direita.
        A diferença se acentua, sem surpresa, no ensino superior. É talvez aí o ponto de pressão mais perceptível da pesquisa (positiva ou negativamente, para que vai endossa-la ou refuta-la).
       A universidade é um privilégio, pública então muito mais. Mesmo com a expansão promovida pelos governos do Partido dos Trabalhadores, tanto na rede pública quanto na privada (criação de universidades e FIES por exemplo) notoriamente o panorama das universidades é elitista. O ensino superior no Brasil surge como solução para falta de médicos e não por isso exatamente, surge quando da vinda da Coroa Portuguesa em 1808, ou seja, para atender uma demanda específica de uma determinada classe.
        Em todo o século XX esta situação não mudou de quadro, muito pelo contrário, apenas fortaleceu os mecanismos de dominação de uma pequena parcela da sociedade sobre a grande maioria.            Hoje ainda não é diferente, apesar de termos uma reconfiguração em curso, seja pela expansão e/ou pela política de cotas (sejam raciais ou sociais) no ensino superior. No entanto os resultados ainda estão por vir e é nítido que os privilegiados não querem perder seu quinhão.
         Não tenho dados de pesquisa de outras eleições sobre este tema, mas arrisco dizer que o número de votantes no PT, que tem ensino superior, deve ter aumentado. E ainda, no sentido que discorri acima, esta pesquisa para ser realmente informativa e elucidativa deveria estar cruzando dados com a perspectiva de renda dos indivíduos. Mas esperar isso do G1 já é demais...rs
       Sobre a pesquisa, não sei qual metodologia foi usada, mas ela traz de forma alegórica e tendenciosa (como é de feitio global) uma “média”, para demonstrar a superioridade numérica do candidato tucano. É público e notório que o número de pessoas que não cursam o ensino superior no Brasil é infinitamente maior do que os que estão na graduação. Desta forma há uma inflação da realidade favoravelmente ao ex-governador mineiro.

sábado, 4 de outubro de 2014

Política e eleição

Melhor Que Números

         
         É triste ver alguns colegas, até mesmo da época da escola que vivemos com dificuldades, com ideias reacionárias, mesquinhas e pequenas em relação à política do país. Principalmente, e não apenas, pelo ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento do país que presenciaram e se beneficiaram, mas, e muito mais pela falta de informação; preguiça de se informar corretamente; pela credulidade ingênua de informações tendenciosas; ou ainda pela má fé em seus posicionamentos. A discordância deve ser respeitada e é essencial em uma sociedade democrática, mas a negação pela negação é preocupante, assim como a desinformação e divulgação irresponsável de factoides.
       Acho que um exercício interessante seria parar, olhar para si e para o lado e ver a situação em que está e a que o país se encontra hoje. Depois se informar sobre o que é política de Estado e política de governo. Entender que muitas são as obrigações da administração pública (neste caso diretamente o poder executivo) guardadas pela nossa constituição e demais legislações infraconstitucionais. Entender sim, que nenhuma ação do Estado/governo deixa de ser uma obrigação, até por que o agente público só faz aquilo a lei lhe permite (política de Estado). No entanto, prioridades são elencadas de governo para governo; o gerenciamento de crises financeiras (nacional ou internacional) da mesma forma; endurecimento no combate a corrupção também. Assim as obrigações, postas em nossa Constituição, que não são expressamente regulamentadas, são norteadas pelas ideias e programas do partido que está no PODER.

sábado, 27 de setembro de 2014

Eleição

 Exercício paradoxal 



             A crítica pela crítica se não tiver o teor de questionamento filosófico em sua essência sempre fica aquém da realidade. Sempre digo, e ultimamente tenho repetido exaustivamente que o PT merece críticas extremas.
Mas esquecer quem são os principais norteadores da atual "crítica" aos governos do partido dos trabalhadores é um ato de indigência política e para alguns um exercício paradoxal dos mais complexos.
Achar que a mídia: protege o partido de Lula; dissimula sem intenção os discursos da mandatária/candidata do país; que falsifica pesquisas para beneficiar sua reeleição; que não tem um(a) candidato preferido; não prefere o sistema neoliberal “puro sangue”; que é contra ascensão da classe pobre, de maioria negra; não entende que a elite brasileira quer viver na Europa. É um tanto ingênuo ou maldoso.
Alguns eleitores e comentadores de última hora confundem tudo, desde manipulação midiática até a teoria reversa da conspiração. Muita calma nessa hora! Não podemos esquecer a história política do país e as artimanhas já usadas por estes mesmo atores do setor de comunicação. 
Não perceber os contrassensos de alguns candidatos é ignorância sobre a política econômica e a história recente do país. Estamos falando do futuro da população. Sejamos responsáveis, não se trata apenas de brigas de "pequenos burgueses" pelo facebook.

domingo, 31 de agosto de 2014

Eleição

O voto útil, estamos no Big brother?
Fonte:https://www.facebook.com/vitortegom/photos/a.232922050183626.1073741828.232492200226611/438676949608134/?type=1&theater

A analogia se justifica não pela trajetória histórica do reality show e/ou campanhas políticas, mas pelo apelo anti-petista e personalista esvaziado do componente crítico, influenciado por uma boa parcela da mídia nativa.
Não penso, não digo que o PT não mereça críticas, muito pelo contrário. Mas comparar a perspectiva de mudanças da trajetória da vitória de 2002, mesmo com as mudanças programáticas que o PT já apontava na época, com a eleição de agora é um pouco sem sentido e anacrônico. O posicionamento político é importante tanto para negar ou para afirmar algo. Mas, não sei até onde tenha utilidade a falta de reconhecimento da realidade social que o país atravessa hoje: temos avanços e estes são frutos de posicionamentos políticos, desde as políticas de redistribuição de renda até um arrefecimento na ordem neoliberal.
Concordo ampla e plenamente que a alienação é dos principais componentes da política, não apenas aqui no Brasil, mas em qualquer país do mundo. De outra forma, por mais que haja a percepção que a “vida” melhorou, existe um ideário onde imperam apenas críticas e que todas as mazelas que existem no Brasil foram iniciadas em 2002.

Conscientização é necessária, ou pelo menos o mínimo de cuidado nas escolhas. Partir como manada em uma direção a esmo é de todas as formas complicado (por vezes acontece mesmo com os militantes “iluminados” ditos de “esquerda"). Acredito que precisamos de transformações urgentes, no entanto, neste caso, diferente de 2002, existe um sentimento retrógrado e revanchista que está encravado neste discurso de “mudança”. Este discurso na verdade esconde e dissimula uma política "neoliberal puro sangue" que tantos prejuízos trouxe para o Brasil nos anos 90 e hoje assola a Europa.

sábado, 8 de junho de 2013

Política

ISSO É POLÍTICA?

“O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam". Arnold Toynbee (1889-1975)

              Em tempos de consolidação da Democracia, e por conseguinte, Direitos civis, políticos e sociais (liberdade de expressão, lutas por igualdade, seja social, racial e de gênero)  o termo política é cada vez mais usado - desempenhado destaque em qualquer discussão. O Estado Democrático de Direito tem como premissa básica a cidadania transpassada pela livre atuação política. Neste contexto, diferente de tempos atrás, política se insere e se discute sim, talvez, não da forma "ideal", mas se discute.
             A política abrange-se por todos os campos da humanidade em que é necessária a relação, discussão e organização entre pessoas, bens e direitos - tanto na dimensão cultural quanto social-  que interligados precisam de delimitação e ordem, numa tessitura de conflito, dissenso e/ou consenso dos seus membros, através da persuasão e/ou dissuasão para o alcance de determinados fins. Estas imbricações, de relações sociais, se fazem através da interdependência e sistematização, institucionalizada ou não, nas formas mais diversas de organizações sociais ao longo da história. 
           Qualquer sociedade é inerentemente política, ou ainda, qualquer relação humana é política, o que muda é “modus operandi”, ou seja, são as maneiras que esta política é implementada e/ou usada.
         As diversas culturas que habitam (ou já habitaram) nosso planeta utilizam mecanismos políticos para entender e atender os diversos anseios, demandas e conflitos de seus partícipes. Bobbio (2000) irá ressaltar que:os fins da política são tantos quantas forem as metas a que um grupo organizado se propõe, segundo os tempos e as circunstâncias”. Este mesmo autor estabelecerá uma relação direta entre poder e política, derivando-os em poder econômico, poder ideológico, poder político entre outros, mas ressalta que apenas o político “funda-se sobre a posse dos instrumentos através dos quais se exerce a força física (armas de todo tipo e grau): é o poder coativo no sentido mais estrito da palavra”.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Politica e religião


Direitos humanos, o Estado Laico e a CDHM.





     Diferente da relação histórica entre política e religião, a Declaração Universal dos Direitos Humanos(DUDH) tem uma vida curta. A declaração destes direitos contam com pouco mais de 60 anos - sua ratificação foi assinada em 10 de dezembro de 1948 -, e talvez por isso a garantia do seu cumprimento seja especificamente difícil. O Brasil, por exemplo, deixa de cumprir estes direitos em diversas dimensões, os esforços muitas vezes limitados e pouco articulados, acabam por não serem eficazes para suprir as demandas da multifacetada sociedade em que vivemos. Atualmente esta ineficiência conta com mais um ingrediente que não é novo, mas de todas as formas problemático, e que vem obstando as discussões a respeito do tema em tela, a religião.
O desenvolvimento, articulação e embate das relações entre política (Estado) e religião contam de longa data. Na democracia estas forças tendem a desenvolver-se, pelo menos ideal e teoricamente, em dicotomia . No entanto a consolidação de um Estado laico sempre sofre ataques das intricações e imbricações entre política e religião. Assim, os desdobramentos desta desarmoniosa relação, despencam sobre as diversas temáticas da cidadania e dos Direitos Humanos. 
É neste contexto de não separação, e até mesmo das relações partidárias e seus fisiologismo, de busca por aliados muitas vezes a revelia da ética, que é eleito para presidência da Comissão de Direito Humanos e Minorias(CDHM) - da Câmara de Deputados do país – de acordo com todos os trâmites legais e democráticos, segundo este Poder, um “deputado pastor” ou “pastor deputado”, ligado a uma corrente religiosa protestante, defensor de um discurso fortemente reacionário e contrário a diversas conquistas e/ou demandas elencadas e almejadas pela norteadora Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Esta declaração é defendida e tem sua amplitude intensificada pela sociedade civil organizada, que na atualidade ser articula em diversas frentes (movimento negro, movimento feminista, LGBT, sem terra,  e etc.), seja para afirmação ou conquista de direitos negados, criando uma tessitura complexa de relações entre os diversos entes que compõe a sociedade. Estes movimentos sociais atuais – de minorias ou não -  buscam desde a diminuição das desigualdades e exclusão social, até o reconhecimento de status e/ou identidade, chegando por fim ao exercício de poder da tão sonhada cidadania. Por outro lado, os movimentos ligados a religiões cristãs, nestes casos mais especificamente, ligados ao protestantismo, que nas ultimas décadas teve um vertiginoso crescimento no Brasil, acirram a disputa por espaço  e tentam, da mesma forma que os movimentos citados acima, influenciar na agenda e nas pautas politicas do Estado. >>>>