Melhor Que Números
É triste ver alguns colegas, até mesmo da época da
escola que vivemos com dificuldades, com ideias reacionárias, mesquinhas e
pequenas em relação à política do país. Principalmente, e não apenas, pelo ciclo
virtuoso de crescimento e desenvolvimento do país que presenciaram e se
beneficiaram, mas, e muito mais pela falta de informação; preguiça de se
informar corretamente; pela credulidade ingênua de informações tendenciosas; ou
ainda pela má fé em seus posicionamentos. A discordância deve ser respeitada e
é essencial em uma sociedade democrática, mas a negação pela negação é
preocupante, assim como a desinformação e divulgação irresponsável de
factoides.
Acho que um exercício
interessante seria parar, olhar para si e para o lado e ver a situação em que
está e a que o país se encontra hoje. Depois se informar sobre o que é política
de Estado e política de governo. Entender que muitas são as obrigações da
administração pública (neste caso diretamente o poder executivo) guardadas pela
nossa constituição e demais legislações infraconstitucionais. Entender sim, que
nenhuma ação do Estado/governo deixa de ser uma obrigação, até por que o agente
público só faz aquilo a lei lhe permite (política de Estado). No entanto,
prioridades são elencadas de governo para governo; o gerenciamento de crises
financeiras (nacional ou internacional) da mesma forma; endurecimento no
combate a corrupção também. Assim as obrigações, postas em nossa Constituição,
que não são expressamente regulamentadas, são norteadas pelas ideias e
programas do partido que está no PODER.
Antes dos governos do PT
– que sim, merecem e devem ser criticados – as prioridades eram políticas,
radicalmente, neoliberais: privatizações, entrega do sistema de ensino para a
iniciativa privada, o gerenciamento de crises internacionais acontecia com o
país se endividando com o FMI, poucas alianças econômicas e a maioria
totalmente desfavoráveis, principalmente, com os EUA e etc. Estas eram as
políticas de governo do partido Tucano. Foram escolhas feitas, e não apenas
conjuntura macroeconômica ou ditames constitucionais.
Por outro lado mesmo que o
governo do PT não tenha largado definitivamente as políticas neoliberais, fica
clara a melhoria nas condições de vida de todos os setores da sociedade. Haja
vista que enfrentamos a maior crise financeira desde 1929 e ao invés de pedir
ajuda ao FMI, como era corriqueiro e contumaz, estamos lhe financiando. Fica
mais notório ainda quando vemos a ampliação no número de universidades e
escolas técnicas. Ou ainda a multiplicidade de parcerias econômicas que temos
agora.
Para os que gostam da
“liberdade de mercado”, e é sim uma opção ideológica, também não têm do que
reclamar, os lucros continuam altos.
No entanto os números não
totalizam a realidade, mas servem para comparações e neste caso não há como
comparar os governos anteriores com os do PT.
E melhor que números é parar,
olhar para si e para o lado e ver como a situação está diferente de quando
estávamos na escola.
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