sábado, 4 de outubro de 2014

Política e eleição

Melhor Que Números

         
         É triste ver alguns colegas, até mesmo da época da escola que vivemos com dificuldades, com ideias reacionárias, mesquinhas e pequenas em relação à política do país. Principalmente, e não apenas, pelo ciclo virtuoso de crescimento e desenvolvimento do país que presenciaram e se beneficiaram, mas, e muito mais pela falta de informação; preguiça de se informar corretamente; pela credulidade ingênua de informações tendenciosas; ou ainda pela má fé em seus posicionamentos. A discordância deve ser respeitada e é essencial em uma sociedade democrática, mas a negação pela negação é preocupante, assim como a desinformação e divulgação irresponsável de factoides.
       Acho que um exercício interessante seria parar, olhar para si e para o lado e ver a situação em que está e a que o país se encontra hoje. Depois se informar sobre o que é política de Estado e política de governo. Entender que muitas são as obrigações da administração pública (neste caso diretamente o poder executivo) guardadas pela nossa constituição e demais legislações infraconstitucionais. Entender sim, que nenhuma ação do Estado/governo deixa de ser uma obrigação, até por que o agente público só faz aquilo a lei lhe permite (política de Estado). No entanto, prioridades são elencadas de governo para governo; o gerenciamento de crises financeiras (nacional ou internacional) da mesma forma; endurecimento no combate a corrupção também. Assim as obrigações, postas em nossa Constituição, que não são expressamente regulamentadas, são norteadas pelas ideias e programas do partido que está no PODER.
       Antes dos governos do PT – que sim, merecem e devem ser criticados – as prioridades eram políticas, radicalmente, neoliberais: privatizações, entrega do sistema de ensino para a iniciativa privada, o gerenciamento de crises internacionais acontecia com o país se endividando com o FMI, poucas alianças econômicas e a maioria totalmente desfavoráveis, principalmente, com os EUA e etc. Estas eram as políticas de governo do partido Tucano. Foram escolhas feitas, e não apenas conjuntura macroeconômica ou ditames constitucionais. 
     Por outro lado mesmo que o governo do PT não tenha largado definitivamente as políticas neoliberais, fica clara a melhoria nas condições de vida de todos os setores da sociedade. Haja vista que enfrentamos a maior crise financeira desde 1929 e ao invés de pedir ajuda ao FMI, como era corriqueiro e contumaz, estamos lhe financiando. Fica mais notório ainda quando vemos a ampliação no número de universidades e escolas técnicas. Ou ainda a multiplicidade de parcerias econômicas que temos agora.
        Para os que gostam da “liberdade de mercado”, e é sim uma opção ideológica, também não têm do que reclamar, os lucros continuam altos.
      No entanto os números não totalizam a realidade, mas servem para comparações e neste caso não há como comparar os governos anteriores com os do PT.
      E melhor que números é parar, olhar para si e para o lado e ver como a situação está diferente de quando estávamos na escola.




Márcio Coelho é Técnico em processamento de dados, está Coordenador Geral do Centro Acadêmico de Ciências Sociais - UESC e Conselheiro no Conselho Superior de Ensino-Pesquisa-Extensão na Universidade Estadual de Santa Cruz - UESC.

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