sábado, 8 de fevereiro de 2014

Burguesia

O cheiro da burguesia



A burguesia, já disse o poeta burguês, fede. 

E nos dias atuais exala, expandi e pulveriza seu odor rancoroso de segregação, racista e fascista. 

Ela é politicamente inapta, economicamente dependente e sem ideias, intelectualmente burra e colonizada. 

Está parcela atrasada, atravanca e aliena o Brasil e os brasileiros há anos. Não consegue enxergar um palmo a frente do nariz empinado - em vários casos graças as cirurgias.

Não aceita que o país seja formado por uma maioria de negros, e por isso se engana e tenta manipular a população baseando-se num Eurocentrismo retrogrado ou “norteamericocentrismo” falido.

De forma absurda, não aceita os aspectos culturais e étnicos da população brasileira - vide novelas, telejornais, series e etc.

Esta mesma elite – ela se acha liberal ou neoliberal - tem medo da concorrência, só não se sabe o porquê.

500 anos de privilégios não foram suficientes?

Na verdade a elite burguesa não apenas fede. Ela cheira, fuma, bebe, come e faz merda.

A diferença é que as outras classes não podem fazer as mesmas coisas/atitudes.


Aí é coisa de marginal e de pobre - gritam e querem justiça!

Os “playboys” e “patricinhas” que também financiam o crime estão soltos.

Mas caso sejam presos, seus pais lá estarão munidos com os advogados, dinheiro da fiança e/ou mesmo suborno - ainda que este seja simbólico pela pressão da posição social.

A burguesia, já disse o poeta, fede. E nos dias atuais exala, expandi e pulveriza seu odor rancoroso de segregação, racista e fascista.

Dialética, e sim, dialogismo sempre!

sábado, 8 de junho de 2013

Política

ISSO É POLÍTICA?

“O maior castigo para quem não gosta de política é ser governado pelos que gostam". Arnold Toynbee (1889-1975)

              Em tempos de consolidação da Democracia, e por conseguinte, Direitos civis, políticos e sociais (liberdade de expressão, lutas por igualdade, seja social, racial e de gênero)  o termo política é cada vez mais usado - desempenhado destaque em qualquer discussão. O Estado Democrático de Direito tem como premissa básica a cidadania transpassada pela livre atuação política. Neste contexto, diferente de tempos atrás, política se insere e se discute sim, talvez, não da forma "ideal", mas se discute.
             A política abrange-se por todos os campos da humanidade em que é necessária a relação, discussão e organização entre pessoas, bens e direitos - tanto na dimensão cultural quanto social-  que interligados precisam de delimitação e ordem, numa tessitura de conflito, dissenso e/ou consenso dos seus membros, através da persuasão e/ou dissuasão para o alcance de determinados fins. Estas imbricações, de relações sociais, se fazem através da interdependência e sistematização, institucionalizada ou não, nas formas mais diversas de organizações sociais ao longo da história. 
           Qualquer sociedade é inerentemente política, ou ainda, qualquer relação humana é política, o que muda é “modus operandi”, ou seja, são as maneiras que esta política é implementada e/ou usada.
         As diversas culturas que habitam (ou já habitaram) nosso planeta utilizam mecanismos políticos para entender e atender os diversos anseios, demandas e conflitos de seus partícipes. Bobbio (2000) irá ressaltar que:os fins da política são tantos quantas forem as metas a que um grupo organizado se propõe, segundo os tempos e as circunstâncias”. Este mesmo autor estabelecerá uma relação direta entre poder e política, derivando-os em poder econômico, poder ideológico, poder político entre outros, mas ressalta que apenas o político “funda-se sobre a posse dos instrumentos através dos quais se exerce a força física (armas de todo tipo e grau): é o poder coativo no sentido mais estrito da palavra”.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Politica e religião


Direitos humanos, o Estado Laico e a CDHM.





     Diferente da relação histórica entre política e religião, a Declaração Universal dos Direitos Humanos(DUDH) tem uma vida curta. A declaração destes direitos contam com pouco mais de 60 anos - sua ratificação foi assinada em 10 de dezembro de 1948 -, e talvez por isso a garantia do seu cumprimento seja especificamente difícil. O Brasil, por exemplo, deixa de cumprir estes direitos em diversas dimensões, os esforços muitas vezes limitados e pouco articulados, acabam por não serem eficazes para suprir as demandas da multifacetada sociedade em que vivemos. Atualmente esta ineficiência conta com mais um ingrediente que não é novo, mas de todas as formas problemático, e que vem obstando as discussões a respeito do tema em tela, a religião.
O desenvolvimento, articulação e embate das relações entre política (Estado) e religião contam de longa data. Na democracia estas forças tendem a desenvolver-se, pelo menos ideal e teoricamente, em dicotomia . No entanto a consolidação de um Estado laico sempre sofre ataques das intricações e imbricações entre política e religião. Assim, os desdobramentos desta desarmoniosa relação, despencam sobre as diversas temáticas da cidadania e dos Direitos Humanos. 
É neste contexto de não separação, e até mesmo das relações partidárias e seus fisiologismo, de busca por aliados muitas vezes a revelia da ética, que é eleito para presidência da Comissão de Direito Humanos e Minorias(CDHM) - da Câmara de Deputados do país – de acordo com todos os trâmites legais e democráticos, segundo este Poder, um “deputado pastor” ou “pastor deputado”, ligado a uma corrente religiosa protestante, defensor de um discurso fortemente reacionário e contrário a diversas conquistas e/ou demandas elencadas e almejadas pela norteadora Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Esta declaração é defendida e tem sua amplitude intensificada pela sociedade civil organizada, que na atualidade ser articula em diversas frentes (movimento negro, movimento feminista, LGBT, sem terra,  e etc.), seja para afirmação ou conquista de direitos negados, criando uma tessitura complexa de relações entre os diversos entes que compõe a sociedade. Estes movimentos sociais atuais – de minorias ou não -  buscam desde a diminuição das desigualdades e exclusão social, até o reconhecimento de status e/ou identidade, chegando por fim ao exercício de poder da tão sonhada cidadania. Por outro lado, os movimentos ligados a religiões cristãs, nestes casos mais especificamente, ligados ao protestantismo, que nas ultimas décadas teve um vertiginoso crescimento no Brasil, acirram a disputa por espaço  e tentam, da mesma forma que os movimentos citados acima, influenciar na agenda e nas pautas politicas do Estado. >>>>

sábado, 28 de julho de 2012

Consumismo


“Mãe, eu quero. Você compra?”

Por Rosely Arantes, no Observatório da Imprensa


A frase do título, que muitas vezes culmina em uma discussão, tem feito parte do dia a dia da maioria das famílias brasileiras nos últimos tempos. Discutir os limites das crianças frente ao que é apresentado nas televisões, via publicidade, é algo que muitas vezes está além do alcance das mães, pais e até educadores. Não raro vemos matérias, baseadas em pesquisas ou estudos psicológicos, que desvendam os caminhos para a atuação, para não dizer manipulação e controle, sobre o público infantil numa tentativa de reforçar o apelo de compra.
Contrariando um caminho trilhado, há anos, por diversos países com democracias consolidadas, como a Suécia, Alemanha, Austrália, Espanha (Catalunha), Chile, Estados Unidos, Holanda, Nova Zelândia, Portugal e Reino Unido, o Brasil continua permitindo que a publicidade seja direcionada ao público infantil. Mesmo que a criança e o adolescente sejam considerados públicos prioritários pela Constituição brasileira e reforçado no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), eles continuam sendo alvo das propagandas e do merchandising, instrumentos da publicidade,que os utilizamcomo mecanismo de “fidelização” de um futuro consumidor e, ultimamente, definidor de compras da família, numa estratégia de infantilizar o adulto e dar uma ideia de maturidade às crianças, numa troca de responsabilidades vil.
O que é mais estranho é que todas essas ações, que são consideradas violações de direitos, dão-se no espaço público do audiovisual, ou seja, nas rádios e televisões, que são concessões públicas. Para ser mais clara, é de propriedade do Estado o espectro eletromagnético que é temporariamente cedido a determinadas empresas de comunicação. E como parte das regras desta concessão está a atenção ao que já é estabelecida em lei, como informado no parágrafo acima. Como afirma o mestre em Ciência Política, pela Universidade de São Paulo, professor Guilherme Canela, “se o Estado (governo e sociedade) acorda institucionalmente que esse recorte etário merece prioridade absoluta, à mídia não é conferido nenhum salvo-conduto para se escusar de cumprir suas responsabilidades, especialmente porque radiodifusores são operadores de concessões públicas do Estado e da sociedade”.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ritmo, Som & poesia

Primavera nos dentes

(secos & molhados)

Quem tem consciência pra se ter coragem
Quem tem a força de saber que existe
E no centro da própria engrenagem
Inventa a contra mola que resiste

Quem não vacila mesmo derrotado
Quem já perdido nunca desespera
E envolto em tempestade decepado
Entre os dentes segura a primavera.

domingo, 15 de julho de 2012

SUSTENTABILIDADE

   Desafio da contemporaneidade: Sustentabilidade e desenvolvimento no mundo atual é possível? - Parte II.


"Muito provavelmente não haja superação total do desafio que vivemos hoje, mas um equilíbrio que alie produção e sustentabilidade, progresso e desenvolvimento, natureza e o homem em uma relação harmônica será fator decisivo para as gerações humanas futuras."

       

A sustentabilidade passa pela produção, mas somos nós que compramos – ou seja, sustentamos - e utilizamos os produtos derivados deste sistema predatório; somos nós que nos deixamos influenciar por tendências da “moda” e queremos um produto novo mesmo que seja as expensas de mais poluição, mais demanda de matéria-prima (por isso mais exploração do meio ambiente), mais lixo - que agora conta com mais uma categoria, o “lixo tecnológico”-, sem contar mais dívidas. Por outro lado, se hoje falamos das atitudes ecologicamente corretas de consumo, temos de entender que fazer nossa parte é fundamental, mas de maneira alguma isto é o suficiente. Uma revisão de conceitos e soluções que sejam realmente postas em prática, e não transformem simplesmente em  protocolo arquivado; discernir entre o que é útil e/ou agradável; necessário ou supérfluo; modismo/interesse econômico ou iniciativa  sustentável é estritamente importante e inextricável quanta a promoção de uma sociedade sustentável.
          Neste contexto basta ver o exemplo de São Paulo, nesta cidade criou-se um consenso, há pouco tempo, que as sacolas plásticas são as vilãs do meio ambiente, as arqui-inimigas do planeta e que a solução para preservação do meio ambiente, então, é bani-las, extingui-las do nosso cotidiano. Não duvido dos males causados – principalmente ao solo – pelas sacolas que demoram a se decompor, engasgam animais marinhos e etc. O problema é que esta propaganda/campanha, desregrada/direcionada - e levada a serio demais por uma camada de pseudoambientalistas - é basicamente um engodo, uma piada de mau gosto, quando pensada de perto, devido à forma que sua proposta é implementada. Basta olhar os impactos – termo este bastante usado pelos “ambientalistas” – socioeconômicos causados pela medida, se legitimada por Lei como acontece no Estado de São Paulo. Neste estado a medida entrou em vigor no ano passado e trás consigo o critério empresarial/capitalista: quem paga a conta é o mais fraco, ou seja, a única opção do trabalhador é comprar a sacola - e veja bem, ele que muitas vezes mal tem dinheiro para as compras que mantém a família.